sábado, 8 de outubro de 2011

engastalho número 1: um breve ensaio sobre máquinas deflagradoras de memórias.

 
                              Alex Lindolfo, 2007. Video digital, 4'58". Minduri- MG. 


d e s t r o ç o s  c o n c e i t u a i s :

                      máquina. [do lat. Machina < Gr. Dórico machaná (Gr, mechané).] 
Sf. 1. Aparelho ou instrumento próprio para comunicar movimento ou para aproveitar, pôr em ação, ou transformar uma energia ou um agente natural; motor: máquina a vapor, máquina elétrica.
2. O conjunto orgânico das peças dum instrumento; maquinismo, mecanismo: a máquina do relógio. 
3. Veículo locomotor: a máquina do trem. 4. Utensílio, instrumento: máquina de guerra; máquina de calcular.
5. Fig. Estrutura orgânica e harmônica: a máquina do corpo humano. 
6. Fig. Entidade ou organismo complexo: a máquina do Estado. 
8. Fig. Multiplicidade de coisas que se relacionam entre si; complexidade.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo dicionário da língua portuguesa/Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.  3ª edição. Curitiba: Positivo, 2004.

( ... ) Perpetuum Mobile: Or, A History of Search for Self-motive Power from the 13th Century to 19th Century. 
HELDER, Herberto. Photomaton & Vox. Lisboa: Assírio & Alvim, 4ª edição, 2006.
HELDER, Herberto. Electronicolírica. Lisboa; Guimarães Ed., 1964, pp. 49-50. In; MARINHO, Maria de Fátima. Herberto Helder: A obra e o homem. Lisboa. Editora Arcádia, 1982, p. 91. 
SCHAFFER, Simon. The show that never ends: Perpetual Motion in the Early Century, British Journal for the History of Science, 28, 157-189, 1995; 
W.J.G., Arthur. Perpetual Motion: The History of An Obsession. London: George Allen & Unwin, 1977.

 
            Remexo com um pedacinho de arame nas minhas memórias fósseis.
           Tem por lá um menino a brincar no terreiro.
            Entre conchas, osso de arara, pedaços de pote, sabugos, asas de caçarola etc.
       E tem um carrinho de bruços no meio do terreiro.
            O menino cangava dois sapos e os botava a puxar o carrinho.
            Faz de conta que ele carregava areia e pedras no seu caminhão.
            O menino também puxava, nos becos de sua aldeia, 
      por um barbante sujo umas latas tristes.
            Era sempre um barbante sujo.
            Eram sempre umas latas tristes.
            O menino é hoje um homem douto que trata com física quântica.
            Mas tem nostalgia das latas.
            Tem saudade de puxar por um barbante sujo umas latas tristes.
            Aos parentes que ficaram na aldeia esse homem 
     douto encomendou uma árvore torta –
            para caber nos seus passarinhos.

            De tarde os passarinhos fazem árvore nele.

                                                       
       BARROS, Manoel de. Memórias inventadas. Rio de Janeiro: Editora Record, 2003.






            Resenhas e artigos relacionados:
http://www.filmespolvo.com.br/site/eventos/cobertura/520 
 Exibições:  
     Mostra Video Itaú Cultural: Horizontes Transversais - programa 3 (Belo Horizonte – MG/ Belém - PA , novembro/2007); 
     14º Vitória Cine Vídeo – Prêmio Melhor Videoarte. Vitória ES - novembro 2007;
    Festival do Livre Olhar - Mostra Itinerante Cinema na mochila:  Rio Grande do Sul, Piauí,  Rio Grande do Norte,Goiás,  Barcelona (ESP).  2007 a 2008;
      Mercado Livre da Dança: Mostra de videoarte. Ipatinga – maio 2008; 
     12 º Mostra de Cinema de Tiradentes - janeiro 2009; 
     Curta Circuito – Eixo Brasil 2. Cine Humberto Mauro, Belo Horizonte, maio 2010.

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